Mito sobre tomar “gelados” e resfriado
????Como o assunto ainda é resfriados e gripes, hoje vamos quebrar um mito já enraizado em muitas e muitas famílias por várias gerações.????Quem aí nunca ouviu dizer que pelos mais velhos que seu filho ficou doente justamente por ter tomado sorvete ou mesmo água gelada no dia anterior??? Ou então que a culpa da gripe foi a friagem e ele ter andado com o pé no chão???????Evitar alimentos gelados (sorvetes, por exemplo) ou deixar de consumir água gelada porque piora ou causa a gripe é MITO.????Não tomar friagem, não dormir de cabelo molhado, não andar descalço …. Tudo isso também é MITO.????Alimento gelado ou água fria NÃO causam gripe nem influenciam na gravidade dos sintomas. A gripe é causada por VÍRUS e portanto transmitida principalmente pelo contato com as pessoas infectadas e não por diferenças na temperatura dos alimentos.????O que pode acontecer em quem toma água gelada ou ingere alimentos gelados é deixar a garganta mais sensível à leve dor (sintoma comum em gripes) ou a mudança brusca de temperatura desses alimentos pode precipitar tosses e espirros, o que não quer dizer agravamento dos sintomas, apenas sensibilidade à mudança de temperatura. E é por isso que as pessoas gripadas optam por consumir mais alimentos quentes, como chás e sopas, pelo conforto que eles trazem durante esse período, que costuma vir acompanhado de febre, dando alívio à irritação na garganta.????Caso o indivíduo não apresente esta sensibilidade, pode consumir água e alimentos gelados normalmente, sem nenhuma contraindicação. Isso não vai piorar a gripe!!!????Quando o assunto é friagem, pés descalços e cabelo molhado, também não há nenhum estudo científico que comprove a relação de com gripe ou resfriado. ????A gripe é causada pelo vírus influenza e sua maior incidência é no outono e no inverno, porque temperaturas amenas e o ar seco formam o ambiente ideal para a proliferação e circulação do vírus. Além disso, essas estações do ano provocam o ressecamento das vias aéreas, comprometendo a defesa do organismo.????Não se esqueçam: O segredo para evitar essas doenças é manter uma boa higiene das mãos, priorizar um estilo de vida saudável, bons hábitos alimentares e ingesta de água!!!
Mitos sobre Catarro
Todos os dias produzimos entre um litro e um litro e meio de muco (famoso catarro). A maioria dele desce naturalmente pela garganta. Apesar de ser mais evidente nas vias respiratórias superiores, como a região nasal e das fossas nasais, o muco não é produzido apenas aqui. Todo o tecido pulmonar o produz, assim como outros tecidos a que damos o nome de mucosas: a superfície da boca, do esôfago, do estômago, dos intestinos, assim como o sistema urogenital.
O catarro normal e saudável geralmente tem uma consistência mais líquida e, por isso, é facilmente reabsorvido pelo organismo e não dificulta a respiração. Durante uma infecção viral, o revestimento das células respiratórias é danificado, provocando o excesso de produção de muco. O que é seguido pela chegada de células brancas do sangue – células de defesa, que são responsáveis por limpar os detritos celulares.
O resfriado comum é a causa mais generalizada das infecções respiratórias, e é sempre causado por vírus – especialmente pelo rinovírus. Logo, em um caso típico, a infecção se inicia com uma irritação nas vias nasais, que logo progride para a produção excessiva de muco e o consequente faz o “nariz ficar escorrendo”. Ao longo dos dias, esse muco se torna cada vez mais espesso, ficando amarelo ou verde à medida que os neutrófilos – células que ajudam a combater infecções – aparecem. A defesa feita pelos neutrófilos nas vias aéreas, produzem uma proteína verde que é dissolvida no catarro, sendo que a cor varia de acordo com a quantidade da proteína.
No entanto, essa cor amarelada/esverdiada é apenas uma parte natural de todo o processo da infecção e mostra que o sistema imunológico está em pleno funcionamento para combater a doença e impedir que as bactérias prevaleçam.Para eliminar o catarro espesso é muito importante beber cerca de 2 litros de água por dia e fazer nebulizações com soro fisiológico, porque ajuda a fluidificar as secreções e facilita a sua eliminação. Além disso, existem alguns remédios caseiros com propriedades expectorantes que ajudam na eliminação do catarro, e podem ser considerados. Caso não haja melhoras, consulte seu pediatra!!!
Resfriado ou Gripe: Qual a diferença ?

Todos os anos, com a aproximação do outono-inverno, começamos a nos preocupar em evitar as doenças respiratórias que popularmente chamamos de gripe. Nos dias mais frios, a aglomeração de pessoas e a circulação em ambientes fechados favorece a transmissão das doenças respiratórias. Apesar de usarmos a palavra gripe constantemente, essa generalização não é adequada para nos referirmos a todos os sintomas de nariz entupido, espirros e dor de cabeça e tosse.
A gripe e os resfriados são causados por vírus diferentes e apresentam algumas características que permitem a sua diferenciação.Ainda não existem medicamentos que tenham demonstrado bons resultados no combate aos vírus da gripe e do resfriado, por isso, o tratamento é direcionado ao alívio dos sintomas. Os principais medicamentos sintomáticos utilizados são os analgésicos e antitérmicos, que aliviam a dor e a febre.A grande maioria dos casos não requer a necessidade de ida ao pronto atendimento, e podem ser acompanhados pelo seu médico de confiança em ambulatório. Quando houverem sintomas de tosse persistente, produtiva, com desconforto respiratório ou febre prolongada, é importante a avaliação no pronto atendimento.
A principal forma de transmissão dos vírus respiratórios ocorre por meio de perdigotos, ou seja, a saliva expelida durante a fala, tosse e espirro. Ela contém partículas de vírus que podem ser aspiradas por outra pessoa durante o contato ou contaminar lenços, talheres e objetos de uso pessoal, portanto higienizar as pessoas mãos regularmente é fundamental.
A vacina (Influenza) é a melhor maneira de se evitar a gripe e suas complicações. Todos os anos é necessário receber uma nova dose, já que sua composição é alterada de acordo com o tipo de vírus mais provável de se disseminar. A vacina previne aproximadamente 70-90% dos casos de gripe, mas não protege contra outras infecções respiratórias como o resfriado.
Vamos falar de tosse?
A tosse é um dos motivos mais frequentes das consultas médicas em pediatria. Na maioria das vezes, ocorre devido a processos agudos (com resolução média entre 3 a 8 semanas). No entanto, as tosses persistentes correspondem cerca de 7-10% das consultas por tosses atendidas em pronto atendimentos infantis.
Crianças saudáveis, ou seja, que não apresentam doenças crônicas como asma, ou quaisquer indício de baixa imunidade apresentam pelo menos 8-12 episódios de IVAS (infecções de vias aéreas superiores, como o tão famoso resfriado) ao ano. Dessas crianças, 40-70% acabam sendo tratadas com o uso de antibióticos erroneamente.
A tosse ocorre para expulsar o excesso de secreção das vias aéreas e proteger a via aérea dos irritantes; sendo portanto um sintoma comum a várias doenças, mas que tem como principal função defender o trato respiratório.
Considera-se aguda, a tosse com duração de até 3 semanas; sub-aguda a que dura entre 3-4 semanas e crônica aquela que possui duração de pelo menos 4 semanas.
Sempre que estiver diante de um quadro de tosse, é importante que o seu pediatra faça uma história clínica detalhada, examine a criança completamente e nos casos em que julgue necessário, solicite um exame complementar, como RX de tórax, para confirmar suas hipóteses diagnósticas. A maioria dos quadros de tosse aguda, não requer exames, basta reunir as informações necessárias da história clínica, as características da tosse (sua duração, fatores de melhora ou piora, presença de secreção ou chiado) e estar atento a presença de sinais de alarme (como febre, sinais de desconforto respiratório, sinais de doenças infecciosas ou alérgicas) para um correto diagnóstico.
A tosse pode ter ser sintoma de resfriado, pneumonia, sinusite, coqueluche, refluxo, asma, bronquiolite, laringite, ingestão de corpo estranho entre outras causas, por isso é sempre importante seguir a orientação do seu pediatra para o tratamento adequado.
Dentre as causas mais comuns, as infecções virais agudas correspondem a causa mais comum em nosso meio. Cerca de até 80% dos episódios virais irão ter sua resolução completa em até 2 semanas, e pouco mais de 5% permaceram por um período aproximado de 4 semanas.
O tratamento baseia-se em repouso e hidratação principalmente, e na maioria dos casos não é necessário o uso de antibióticos. A água é a melhor aliada para todos aqueles que sofrem com a tosse, porque mantém a garganta lubrificada e hidratada. Estudos realizados nos EUA, mostraram que os xaropes anti-tussígenos apresentam pouco efeito no tratamento. A APP (Associação Americana de Pediatria) recomenda o uso do mel e dos xaropes caseiros, os quais apresentam melhor resposta quando comparados aos xaropes convencionais. Lembrando que o mel somente deve ser usado acima de 1 ano em nossos pequenos, devido o risco de contaminação por bactéria. Todos sabemos que o mel tem uma grande quantidade de propriedades anti-bacterianas, anti-inflamatórias e anti-oxidantes, e também é purificante e repleto de minerais e vitaminas, sendo uma ótima opção para acalmar a tosse dos nossos pequenos.
Lavagem nasal
O adequado funcionamento da fisiologia nasal possui grande importância na promoção de qualidade de vida e prevenção de doenças respiratórias, sobretudo em locais que apresentam diversos agressores à mucosa respiratória, como baixa umidade do ar, alta concentração de poluentes e uso indiscriminado de ar condicionado.
As principais indicações para lavagem nasal são: rinites alérgicas e não-alérgicas, gripes e resfriados, rinossinusites, pós operatório de cirurgia nasal, exposição a irritantes ambientais e gotejamento pós-nasal.
A lavagem nasal atua umidificando e removendo o muco, crostas, alérgenos e patógenos. Outra função da lavagem é reduzir a inflamação da mucosa e estimular o batimento ciliar. Não existe consenso sobre qual é a melhor técnica para lavagem nasal, mas sugere-se que deva ser eficaz para evitar ou tratar as diversas patologias citadas acima, dispositivo fácil de ser limpo, confortável ao uso e que proporcione bom custo benefício ao paciente. Os métodos mais conhecidos e utilizados são: aerossóis, sprays e seringas. Uma questão importante em relação ao método é a efetividade para atingir as cavidades paranavaiense e não apenas a cavidade nasal. Quanto maior o volume e menor a pressão, mais indicado será o dispositivo. Nos recém-nascidos e lactentes menores de 6 meses, a melhor forma para lavagem nasal é deixar o bebê deitado, com cabeça e tronco inclinado a 45 graus. O cuidados pode tampar uma narina e aplicar a solução fisiológica na outra narina.
Dos 6 meses aos 2 anos, os bebês firmam a cabeça e sentam, portanto o cuidador pode segurar o bebê no colo, o envolver firmemente e aplicar a solução salina.
A partir dos 2 anos, as crianças são mais colaborativas e podem estar sentadas sozinhas ou em pé de frente ao cuidador na hora da higienização nasal. Em relação às vantagens da higiene nasal podemos citar: limpeza das narinas e da cavidade nasal, remoção de microorganismos, remoção do excesso de muco, diminuição da congestão nasal, hidratação da mucosa, diminuição da tosse, favorecimento da ação dos medicamentos tópicos.
O que precisamos saber sobre meningites?
O que é meningite? – A meningite é a inflamação das membranas que envolvem o encéfalo (cérebro, bulbo e cerebelo) e a medula espinhal
Quais os principais agentes causadores da doença?
– A meningite ocorre por lesão física, neoplasia, doença autoimune, medicamentos, e mais frequentemente, por infecção bacteriana, viral, fúngica ou parasitária.
– Todas as espécies de bactérias podem causar meningite, sendo as principais a Neisseria meningitidis, o Haemophilus influenzae e o Streptococcus pneumoniae.
– A meningite por meningococo tem importância do ponto de vista da saúde pública devido à gravidade do quadro clínico, rápida evolução, possibilidade de causar surtos ou epidemias e também por existirem vacinas que podem ser utilizadas na prevenção;
– A meningite viral é causada, em geral, por vírus do gênero Enterovírus (espécies Poliovírus, Echovírus, Coxsackievírus A e B, Rhinovírus e Enterovírus), mas outros vírus como o do sarampo, da caxumba, o herpes simples vírus, o vírus varicela-zoster, o vírus Epstein-Barr, o vírus influenza, o citomegalovírus e os vírus transmitidos por vetores (arbovírus, como o vírus da dengue) também podem causar meningite.
Como a meningite pode ser transmitida?
– As bactérias são transmitidas de pessoa a pessoa por meio de gotículas e secreções da nasofaringe (boca e nariz), havendo necessidade de contato próximo ou direto com as secreções do paciente ou do portador, ou seja, a transmissão ocorre por meio da saliva, do beijo, do compartilhamento de alimentos, bebidas, assim como por meio da tosse ou espirro.
– Os vírus são transmitidos de pessoa a pessoa por meio de contaminação oral-oral (aerossol e/ou gotículas), ou como no caso dos enterovírus por contaminação fecal-oral, ou por meio de vetores (mosquitos) como o vírus da dengue. Deste modo, a transmissão dos vírus ocorre por contato próximo, quando a pessoa infectada tosse ou espirra, ou quando não lava as mãos adequadamente após ir ao banheiro, ao trocar fraldas ou lençóis sujos e depois leva as mãos à boca, prepara alimentos ou toca outras pessoas com as mãos contaminadas.
Por quanto tempo se dá a transmissão da doença?
– A transmissão persiste até que o agente desapareça da nasofaringe, o que ocorre, em geral, após 24 horas da introdução do antibiótico nas meningites bacterianas.
– Os enterovírus podem ser eliminados nas fezes por semanas.
Quais as pessoas que possuem maior risco de adoecer?
– A suscetibilidade para ter meningite é geral, mas os menores de cinco anos, em especial os menores de um ano de idade, e as pessoas com mais de 60 anos são os mais suscetíveis.
Quais os principais sinais e sintomas?
– Os principais sinais e sintomas de meningite são febre, cefaleia, rigidez de nuca, náuseas e vômitos.
– Lesões petequiais ou purpúricas (manchas roxas na pele) indicam doença grave (meningococcemia).
– Toxemia, prostração, mudanças de comportamento, confusão, sonolência e dificuldade para acordar podem ocorrer.
– Em recém-nascidos e lactentes, os sinais e sintomas de meningite podem ser febre, irritação, sonolência, falta de apetite, abaulamento de fontanela, convulsão, gemência e cianose.
– As meningites bacterianas têm alta mortalidade e morbidade, e podem levar a perda auditiva, dificuldade de aprendizagem, alterações de linguagem, motoras e visuais e amputação de membros.
– Já a meningite viral é, em geral, mais frequente, menos grave e a recuperação ocorre sem tratamento específico.
Como podemos fazer o diagnóstico de meningite?
– O diagnóstico de meningite é estabelecido a partir da história, do exame físico e da coleta de amostras de sangue, do líquido cefalorraquidiano (líquor) e da lesão petequial (nos casos com alteração da pele associada).
– A identificação do agente etiológico beneficia o paciente, uma vez que indica o tratamento mais adequado, mas também beneficia a comunidade, pois orienta quais as medidas de prevenção e controle a serem adotadas pela vigilância epidemiológica para que outras pessoas não desenvolvam a doença
Qual o tratamento da meningite?
– O tratamento das meningites bacterianas deve ser imediato, com antibióticos específicos, em ambiente hospitalar.
– O uso de antibióticos deve estar associado ao tratamento de suporte, como reposição de líquidos e eletrólitos.
– Os antibióticos são administrados por via endovenosa, por períodos de 7 a 14 dias, dependendo da evolução clínica e do agente etiológico.
– Já o tratamento das meningites virais inclui repouso, cuidados gerais, uso de antitérmicos, antieméticos e antivirais em casos especiais, de acordo com o agente etiológico. Internação pode ou não ser necessária, mas essa avaliação deve sempre ser realizada pelo médico
Como deve ser os cuidados para evitar a transmissão da doença após o diagnóstico?
– O isolamento do paciente e a adoção de medidas além das precauções padrão de precauções por gotículas e/ou contato são fundamentais como medidas de controle.
– Após 24 horas do início do uso do antibiótico, o paciente não transmite mais a bactéria.
Como é feita a quimioprofilaxia? (Profilaxia daqueles que tiveram contato com o paciente diagnosticado com a doença?)
– A quimioprofilaxia, embora não assegure efeito protetor absoluto e prolongado, é adotada como medida eficaz na prevenção de casos secundários de doença meningocócica e de doença invasiva pelo hemófilos.
– Na suspeita de doença invasiva por hemófilos, a profilaxila está indicada para todos os contatos domiciliares quando, além do paciente com doença confirmada, houver crianças menores de quatro anos residentes no domicílio ou criança com imunodeficiência; e em creches e pré-escolas, apenas quando dois ou mais casos ocorrerem no período de 60 dias e houver comunicantes menores de dois anos, independente da situação vacinal.
– Na suspeita de doença invasiva pela Neisseria meningitidis, a profilaxia deve ser oferecida, o quanto antes, aos contatos próximos (moradores do mesmo domicílio, indivíduos que compartilham o mesmo dormitório, comunicantes de creches, pré-escolas e escolas, e pessoas diretamente expostas às secreções da nasofaringe do paciente).
– Para a realização da quimioprofilaxia deve-se considerar o período anterior a sete dias do adoecimento, independente do estado vacinal.
Como deve ser feita a vacinação contra meningite?
– A imunização é específica para cada agente etiológico.
Vacinação para meningite C:
– Recomenda-se o uso rotineiro das vacinas meningocócicas conjugadas para lactentes maiores de 2 meses de idade, crianças e adolescentes.
– Existem dois tipos de vacinas para meningite C: A MenC, disponível na rede pública, que faz parte oficial do calendário vacinal das crianças e a MenACWY, disponível apenas no particular.
– As crianças com esquema vacinal completo com a vacina MenC podem se beneficiar de uma dose adicional da vacina MenACWY a qualquer momento, respeitando-se um intervalo mínimo de 1 mês entre as doses.
Vacinação para meningite B:
– Devido a meningite C fazer parte do calendário vacinal da criança, a doença por esse sorotipo tem sido cada vez menos frequente, dando espaço para o crescimento do aparecimento da meningite B, que atualmente é mais prevalente no Brasil, sendo a principal causa de meningite aqui na região sudeste.
– Recomenda-se o uso da vacina meningocócica B para lactentes a partir de 2 meses de idade, crianças e adolescentes.
– Para os lactentes que iniciam a vacinação entre 2 e 5 meses de idade, são recomendadas três doses, com a primeira dose a partir dos 2 meses e com pelo menos 2 meses de intervalo entre elas, além de uma dose de reforço entre 12 e 23 meses de idade.
– Para aqueles que iniciam a vacinação entre 6 e 11 meses, duas doses da vacina são recomendadas, com dois meses de intervalo, e uma dose de reforço no segundo ano de vida.
– Para crianças que iniciam a vacinação entre 1 e 10 anos de idade, são indicadas duas doses com 2 meses de intervalo entre elas.
– Finalmente, para os adolescentes são indicadas duas doses com 1 mês de intervalo.
– Não há necessidade de reforços posteriores.
Referências:
Você já ouviu falar no Prick teste??? ????
– Também conhecido como teste de puntura de leitura imediata, o prick é um dos principais exames utilizados no dia-a-dia do alergista para diagnóstico de alergia e confirmação de IgE específica para determinados alérgenos.????????
– A pesquisa de IgE específica pode ser feita através desse simples teste na pele, ou então, pelo sangue. A vantagem da realização do prick inclui a simplicidade, baixo custo, resultados prontamente disponíveis e o fato do procedimento ser pouco invasivo.????
– Para que o teste realizado seja confiável, é importante que sempre que possível, sejam utilizados extratos padronizados, que sejam incluídos no testes os controles (positivo –> histamina e negativo –> solução salina) e que o teste seja realizado em área de pele sã.
– O teste é contra-indicado na presença de infecção de pele no local de aplicação, se sintomas alérgicos exacerbados, eczema agudo, doença inflamatória cutânea e urticária em atividade. Gestação representa uma contra-indicação relativa ao teste.
– Atenção: Alguns fatores podem influenciar o resultado do teste, como por exemplo: idade (crianças menores de 5 anos ou idosos acima dos 60 podem ser menor hipersensibilidade da pele, levando à resultados falsos negativos), técnica incorreta (o teste deve ser realizado via percutânea na epiderme, não devendo ocorrer sangramento na hora da puntura do extrato), uso de anti-histamínicos, corticóides ou antidepressivos tricíclicos.
– Importante !!!!!! O prick teste positivo confirma sensibilidade, mas não prova que determinado alérgeno está envolvido na sintomatologia do paciente. É sempre necessário uma história clínica sugestiva e sintomas compatíveis, associados ao teste de puntura para o correto diagnóstico da patologia alérgica! ????
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Papa principal
????A partir dos seis meses de vida, o sistema digestivo, imunológico e neurológico do seu bebê atinge o desenvolvimento necessário e adequado para introdução de alimentos complementares ao leite materno/fórmula infantil.
????Até os 2 anos de idade, os lactentes não devem consumir alimentos com muitos condimentos, incluindo açúcares e gorduras, devendo-se ainda ser evitados os alimentos industrializados e ultra processados, os quais contêm geralmente grande quantidade de componentes químicos como conservantes.
????O sal não deve ser adicionado às papas, sendo suficiente o conteúdo deste contido nos próprios alimentos, para o preparo de uma alimentação saudável. Devido a isto, a antiga “papa salgada”, agora é conhecida como papa principal de misturas múltiplas.
????Ofereça alimentos saudáveis, de preferência “in natura” que sejam preparados em casa, com boas condições de higiene.
????Saiba que temperos naturais como salsinha, cebolinha, manjericão, alecrim, tomilho, sálvia, coentro, por exemplo, são permitidos e saudáveis na alimentação das crianças, deixando a comida do seu bebê muito mais saborosa.
????Não se esqueça de oferecer água potável, a partir da introdução da alimentação complementar porque os alimentos dados aos nossos bebês apresentam maior quantidade de proteínas e maior quantidade de sais, o que pode causar sobrecarga nos rins dos nossos pequenos, problema este que é compensado pela maior oferta de água.
????Não há restrições para a introdução de diferentes alimentos em conjunto. Mesmos os alimentos que possuem maior risco de alergia, como ovo e peixe, podem e devem ser introduzidos a partir do 6°mês de vida.
????Todas as papinhas devem conter pelo menos um ingrediente de cada um dos 4 principais grupos de alimentos: cereais ou tubérculos + leguminosas + proteína + vegetais.
????Lembre-se também, que a introdução da alimentação complementar deve ser gradual, devendo ser iniciada sob a forma de papas (amassadas com o garfo e nunca batidas ou trituradas), e progressivamente aumentando-se o tamanho e consistência dos alimentos até que quando a criança complete 1 aninho, sua alimentação seja equivalente à da sua família.
????Procure sempre o seu pediatra e tire suas dúvidas para que seu bebê tenha todo o suporte nutricional que precisa nesse momento tão importante e marcante que é o início da alimentação.
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